domingo, 23 de janeiro de 2011

Celebrar o amor

O amor pode assumir muitas formas: amor pela família, amor pelos filhos, amor pelos amigos.
Até o amor pela beleza e pela música são expressões do nosso amor.
O verdadeiro amor é como um fogo, arde com uma paixão por aquilo que é bom.
O verdadeiro amor é como a luz, quanto mais escura a noite, mais intensamente ela brilha.
O verdadeiro amor torna-se mais forte quando confrontado com a adversidade e não é enfraquecido por ela. Nunca a passagem dos anos consegue diminuir-lhe o brilho.
No entanto, na azáfama diária da vida, os nossos espíritos podem afastar-se dele. Mas basta um momento para recordar que o verdadeiro amor não desaparece... um amor forte e intacto é um só.
(adaptado do livro almas gémeas de Alan e Irene Brogan)

Almas Gémeas

Algumas pessoas estão destinadas a ficar juntas... O amor encontra o seu caminho... 
Uma excelente leitura, uma história verídica com muito sofrimento e esperança no encontro do amor e da felicidade.

"Alan e Irene conheceram-se num orfanato, nos anos 50. Ele tinha sete anos, ela tinha nove. Eram ambos sensíveis e solitários. Naquele meio hostil, tornaram-se inseparáveis. Mas a proximidade entre meninos e meninas não era bem vista e, embora se desdobrassem em cuidados e peripécias, o inevitável aconteceu: a inocente amizade foi descoberta. Alan foi levado para outro orfanato sem ter, sequer, direito a um adeus.
Os anos passaram mas o laço entre eles nunca foi quebrado. Nas suas vidas - frequentemente difíceis, sempre solitárias - sabiam faltar algo. Sem saberem, frequentaram durante anos as mesmas lojas, o mesmo bairro… Até que, um dia, quarenta anos depois, Irene e Alan cruzaram-se casualmente na rua. Ambos souberam de imediato que nada nem ninguém voltaria a separá-los.
Relato doloroso de abandono, crueldade e sobrevivência, Almas Gémeas é, acima de tudo, uma história espantosa que confirma uma verdade fundamental: o amor consegue vencer todos os obstáculos."

Alan e Irene Brogan casaram em 2007. Alan trabalha em gestão e Irene é uma feliz e orgulhosa mãe, avó e dona de casa. Residem actualmente em Sunderland, em Inglaterra.
Podem conhecê-los e saber mais sobre eles aqui 

domingo, 2 de janeiro de 2011

Feliz 2011

Todos os anos na passagem de ano brindamos, há fogo de artifício, beijos e abraços distribuídos, e na verdade sempre segui o ritual apesar de me perguntar o que é que realmente estávamos a comemorar!
Nos dias de hoje, com a crise instalada, pergunto-me mesmo, o que é que estamos a comemorar?!? O aumento dos impostos? a descida dos salários? o apertar ainda mais do cinto?
Estas crises ainda assim, até que são boas, pois levam-nos a re-pensar as prioridades e os valores: o valor da vida, da família, do Ser Humano... talvez por isso, quem sabe este ano possa realmente vir a ser Feliz para muitos de nós...

Fica um texto com bons conselhos de Aura Miguel: "Aproveitar a crise" aqui

Aura Miguel, RR on-line 31-12-2010 8:30

Sabem qual é o nosso problema? É que não gostamos de sacrifícios. Achamos que a vida só é boa quando não há contrariedades, quando nos distraímos, quando rimos com os amigos ou fazemos aquilo que nos apetece. Mas que grande ilusão!...
Bem sabemos que não é assim, que não existe esperança, nem beleza, nem bondade, nem justiça, nem amor, nem relações verdadeiras sem sacrifício. 


Assim, a terminar este ano, desejo, a todos, um óptimo 2011 sem ilusões. Um ano cheio de vida verdadeira, leal, fecunda, sincera. E, portanto, com sacrifícios. Por isso, provavelmente, a crise vai fazer-nos bem, porque terá o mérito de nos reconduzir às coisas verdadeiramente importantes da vida. 
Se assim for, podemos vir a ser melhores pessoas e, até mesmo, finalmente, vir a mudar Portugal.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

DIA DE NATAL*

Diálogo entre o Pai Natal e o Menino Jesus
Foi numa esquina qualquer que se encontraram o Pai Natal e o Menino Jesus. Enquanto aquele se preparava para trepar um prédio, com o seu saco às costas, este último, recém-nascido, descia à terra e oferecia-se inerme, num pobre estandarte, que cobria uma mísera janela.

- Quem és tu, Menino – disse o velho – e que fazes por aqui?! É a primeira vez que te vejo!
- Sou Jesus de Nazaré e ando há vinte séculos à procura de uma casa que me receba e, como há dois mil anos em Belém, não há quem me dê pousada.
- Pois não é de estranhar! Não vês que vens quase nu?! Porque não trazes roupas quentes, como as que eu tenho, para me proteger do frio do inverno?
- O calor com que me aqueço é o fogo do meu amor e o afecto dos que me amam.
- Eu trago muitos presentes, para os distribuir pelas casas das redondezas. E tu, que andas por aqui a fazer?
- Eu sou rico, mas fiz-me pobre, para os pobres enriquecer com a minha pobreza. Eu próprio sou o presente de quem me acolher. Não vim ensinar os homens a ter, mas a ser, porque quanto mais despojada é a vida humana, maior é aos olhos do Criador.
- E de onde vens e como vieste até aqui? Eu venho da Lapónia, lá para as bandas do pólo norte.
- Eu venho do céu, de onde é o meu Pai eterno, e vim ao mundo pelo sim de uma virgem, que me concebeu do Espírito Santo.
- Que coisa estranha! Nunca ouvi falar de ninguém que tenha nascido de uma virgem e assim tenha vindo ao mundo! E não tens nenhum animal que te transporte para tão longa viagem, como eu tenho estas renas?
- Um burrinho foi a minha companhia em Belém, e foi também o meu trono real, na entrada triunfal em Jerusalém.
- Um burro?! Não é grande coisa, para trono de um rei…
- O meu reino não é deste mundo e a sua entrada é tão estreita que os meus cortesãos, para lá entrarem, se têm que fazer pequeninos, porque destes é o meu reino.
- E que coisas ofereces? Que tesouros tens para dar? Que prometes?
- Trago a felicidade, mas escondida na cruz de cada dia; trago o céu, mas oculto no pó da terra; trago a alegria e a paz, mas no reverso das labutas do próprio dever; trago a eternidade, mas no tempo gasto ao serviço dos outros; trago o amor, mas como flor e fruto da entrega sacrificada.
- Pois eu trago as coisas que me pediram: jogos e brinquedos para os miúdos e, para os graúdos, saúde, prazer, riqueza e poder. Mas, por mais que lhes dê, nunca estão satisfeitos!
- A quem me dou, quer-me sempre mais na caridade que tem aos outros, porque é nos outros que eu quero que me amem a mim.
- Mais um enigma! De facto, somos muito diferentes, mas pelo menos numa coisa nos parecemos: ambos estamos sós, nesta noite de consoada!
- Eu nunca estou só, porque onde estou, está sempre o meu Pai e onde eu e o Pai estamos, está também o Amor que nós somos e estão aqueles que me amam.
- Bom, a conversa está demorada e ainda tenho muitas casas para assaltar, pela lareira, como manda a praxe.
- Eu estou à porta e bato e só entrarei na casa de quem liberrimamente me abrir a porta do seu coração e aí cearei e farei a minha morada.
- Pois sim, mas eu vou andando que já estou velho e cansado …
- Eu acabo de nascer e quem, mesmo sendo velho, renascer comigo, será como uma fonte de água viva a jorrar para a vida eterna.
O velho Pai Natal, resmungando, subiu ao telhado do luxuoso prédio, atirou-se pela chaminé abaixo e desapareceu.


Foi então que a janela onde estava o estandarte se abriu e uma pobre velhinha de rosto enrugado, como um antigo pergaminho, beijou o reverso da imagem do Deus Menino, que estremeceu de emoção. A seguir, encostou a vidraça, apagou a luz e, muito de mansinho, adormeceu. Depois, o Menino Jesus, sem a acordar, pegou nela ao colo e, fazendo do seu pendão um tapete mágico, levou-a consigo para o Céu.   

P. Gonçalo Portocarrero de Almada
* Os primeiros cristãos chamavam dies natalis, ou seja, natal, ao dia da sua morte, porque entendiam que esse era o dia do seu nascimento para a verdadeira vida. 
A Voz da Verdade, 19Dez2010  
aqui   

domingo, 19 de dezembro de 2010

Pão-de-Ló de Natal

Vou partilhar convosco um delicioso doce de Natal que faz muito sucesso cá em casa e que substitui o típico bolo rei que apesar de tradicional é pouco apreciado! Decidi por isso criar o pão-de-ló de Natal, que é tipo o pão-de-ló de alfazeirão, contudo, mais líquido no interior. 




Passo 1: Ingredientes

6 gemas
2 ovos
120 g de açúcar
50 g de farinha
1 cl. de chã fermento
1 cl. de sopa de água

Passo 2: Modo de preparação da massa

1 - Com a batedeira eléctrica, bata bem os ovos inteiros com o açúcar até o preparado ficar bem esbranquiçado.
2 - Junte então, aos poucos, as gemas previamente desfeitas.
3 - Bata muito bem com a batedeira eléctrica até dobrar o volume (~ 10 min.), adicione a cl. de água e continue a bater mais uns minutos. 
4 - Junte a farinha e envolva bem, sem bater.

Passo 3: Cozedura

1 - Ligue o forno a 225ºC.
2 - Unte com manteiga uma forma sem chaminé ~ 20 cm, polvilhe com farinha, forre-a com papel vegetal e deite aí a massa. 
3 - Tape a forma com uma folha do mesmo papel.
4 - Leve a cozer no forno bastante quente durante 10 min. 
5 - Deixe arrefecer e só depois desenforme o bolo.

Nota: Não podem deixar no forno muito mais do que 10 min., ou o forno estar a mais que 225ºC, caso contrário, o o creme no centro também vai cozer e o bolo deixará de ser cremoso.
O bolo ao arrefecer abate no centro.


É uma receita de fácil preparação, barata e deliciosa. Bom apetite :)

sábado, 18 de dezembro de 2010

As mensagens de Natal

Ainda me lembro do primeiro ano em que passei pela primeira vez a tarde de dia 24 de Dezembro a enviar sms de Natal aos meus amigos e/ou conhecidos :)
Algumas msg "fabricadas" lindíssimas não hajam dúvidas, como por ex.:"A Melhor mensagem de Natal é aquela que sai em silêncio dos nossos corações e aquece com ternura os corações daqueles que nos acompanham na nossa caminhada pela vida", mas aquelas que eram personalizadas, essas sim aqueceram o meu coração...
Ainda assim, estes sms já passaram de moda! Actualmente há uma desgastante luta pela inovação e originalidade caso contrário não se dá grande valor :( 
Voltamos então aos tradicionais postais de Natal, contudo, estes agora via electrónica! Depois aderimos aos postais de Natal animados disponíveis em muitas páginas da Internet. Sendo o último grito os ecards disponíveis por ex. em http://sendables.jibjab.com.

Termino deixando-vos a ideia mais bela e original que descobri este ano
contada pelas novas tecnologias:
Fica agora a  saber como Maria comunicou a José a gravidez por Gmail! :)
Como o presépio pode ser visto no iPhone, que se chega a Belém pelo google maps e que a estrelas e os magos que compraram os presentes no Amazon, estão no following... :)  
Os tempos mudam, mas o sentimento continua o mesmo.

Termino com os votos de um Feliz Natal a todos os meus leitores e espero ter-vos sugerido dicas de como "aquecer o coração" de alguém que merece o nossa carinho e atenção.

Ceia de Natal - perna de peru recheada



Temos a tendência a seguir as tradições, e eu gosto das tradições, no Natal não dispenso as batatas com o bacalhau e a couve portuguesa, então só de pensar na "roupa velha" até fico a salivar :) 
Contudo, também se tornou bastante típico acrescentar à ceia de Natal o peru assado. Eu pessoalmente acho um desperdício assar um peru, porque há zonas do peru que sabem melhor se cozinhadas de outra forma! Por isso, cá em casa para assar, apenas usamos a perna do peru. O recheio pode ser variado,  já experimentei vários com as dicas que fui tirando da Internet e esta receita que apresento foi a que melhor resultou para os paladares cá de casa.

Passo 1: Comprar as pernas de peru 

1kg dá para 4 pessoas e no talho pedimos para as desossar, não pagamos mais por isso e poupam-nos um grande trabalho. 

Passo 2: Pôr o peru de molho

O segredo do peru é colocá-lo de molho 24h para lhes retirar o sabor característico e desagradável. Para isso enfiam-se as pernas num balde com água fria, rodelas de limão, cebola, alho e sal q.b..

Passo 3: Preparar o recheio

200 gr de carne picada de vaca
200 gr de carne picada de porco
2 colher (sopa) de farinha
30 g de pinhões
1 ovo
1 cebola pequena picada
1 alho picado
1 pimenta malagueta seca
sal e pimenta q.b.

Misturar todos os ingredientes, amassar e colocar dentro das pernas.
Atar com fio incolor aconchegando bem o recheio dentro da perna de peru.

Passo 4: Preparar o molho em que vai marinar durante a noite

1 cebola grande às rodelas
3 dentes de alho
pimenta malagueta seca
louro sem o veio central
azeite q.b.
regar com cerveja ou vinho branco; 1 cálice de aguardente; 1 cálice de vinho do porto.

Passo 5: Assar o peru até  este estar tenro 

Para isso vai-se espetando um garfo e regando a carne com o próprio molho que está na assadeira (eu uso de barro, diz-se que fica mais saboroso) e para que a carne não fique seca é importante ir regando e virando as pernas. Depois de sentirem a carne tenra corte-se às fatias, rega-se com o molho que ficou e levem-se novamente ao forno para ficar douradinha.

Passo 6: Sugestões de acompanhamento

Batatinhas à murro
Arroz no forno
Legumes salteados com azeite e alho
Ananás assado fatiado


Estes pratos exigem algum tempo de cozedura e a carne fica tanto mais saborosa quanto mais lentamente vai cozendo. 
A ocasião merece o empenho, e ver que  todos saboreiam com prazer o peru quando a época tradicionalmente é farta, recompensa o trabalho :)

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